Apesar dos riscos crescentes de furtos, roubos e acidentes, a maioria dos brasileiros ainda não possui seguro. Os números são alarmantes: apenas 30% da frota de veículos é segurada, deixando 70% dos automóveis desprotegidos, e impressionantes 82% da população adulta não possui seguro de vida. Essa realidade intriga especialistas e revela uma combinação complexa de fatores culturais, econômicos e sociais que afastam os brasileiros dessa proteção essencial.
O Fator Financeiro: Principal Barreira
A questão econômica aparece consistentemente como o principal obstáculo para a contratação de seguros no Brasil. Pesquisas mostram que os preços e a falta de condição financeira estão entre os motivos mais citados pelos brasileiros para não terem proteção securitária. No caso específico do seguro auto, quase metade (49%) dos não segurados mencionou o corte de gastos como razão principal para não contratar o serviço.
Mas será que esse é verdadeiramente um motivo ou o brasileiro que não tem visto valor no seguro auto?
Para motoristas de aplicativo, por exemplo, o custo do seguro pesa significativamente no orçamento familiar, tornando-se um obstáculo real para a contratação, o que faz sentido, já que ele trabalha com o carro. O que não faz sentido é que ele se expõe a muito mais risco que um cidadão comum e, se o orçamento do seguro pesa, quanto será que pesa arrumar outro carro?
Ou quem sabe pior, como citamos neste post aqui.
A maioria da população acredita que seguro é custo e não investimento, uma percepção que impede a compreensão do valor real dessa proteção.
Desconhecimento e Falta de Educação Financeira
A ausência de conhecimento sobre seguros é um problema generalizado no Brasil.
Por isso, temos trabalhado bastante, mas, muitos brasileiros simplesmente não entendem o que uma solução de seguro oferece ou como ela funciona na prática. Especialistas apontam que a falta de educação financeira impede que as pessoas compreendam os benefícios de ter um seguro e os riscos de não tê-lo.
Esse desconhecimento se manifesta de diversas formas. Algumas pessoas não sabem que existem coberturas personalizáveis e acessíveis para diferentes perfis e necessidades. Outras desconhecem completamente os benefícios embarcados em produtos como seguro de vida, que vão além da simples indenização por morte.
A Cultura do “Não Vai Acontecer Comigo”
Um aspecto cultural brasileiro dificulta significativamente a penetração dos seguros: a crença de que eventos negativos só acontecem com os outros. Enquanto em países como Alemanha ter seguro da casa, do carro e dos bens faz parte do cotidiano do cidadão, o brasileiro tem sempre aquela tese de que nada de mal vai acontecer com ele, apenas com o vizinho.
Essa mentalidade otimista, embora culturalmente arraigada, deixa milhões de famílias vulneráveis financeiramente. Apenas 1 em cada 5 brasileiros se sente financeiramente preparado para lidar com emergências graves, mas mesmo assim a maioria não busca proteção securitária.
Desconfiança nas Instituições
A desconfiança em relação às seguradoras é outro fator relevante identificado em pesquisas recentes. Muitos brasileiros acreditam que as empresas não cumprirão com suas obrigações no momento do sinistro ou que haverá dificuldades burocráticas para receber indenizações.
Essa percepção negativa, muitas vezes alimentada por experiências ruins compartilhadas ou por falta de transparência no setor, afasta potenciais clientes que poderiam se beneficiar enormemente das coberturas disponíveis.
Burocracia e Processos Complexos
Os processos de contratação considerados burocráticos também contribuem para a baixa adesão aos seguros no Brasil. Muitos consumidores se sentem intimidados pela quantidade de documentos exigidos, termos técnicos complexos e cláusulas extensas que dificultam a compreensão do que realmente está sendo contratado.
A complexidade percebida no momento de acionar o seguro também preocupa potenciais contratantes, que temem enfrentar dificuldades quando mais precisarem da proteção.
Produtos Inadequados ao Perfil Brasileiro
Outro problema identificado é que muitos produtos de seguro não estão adequados às necessidades e ao perfil do brasileiro. As seguradoras tradicionalmente ofereciam soluções padronizadas que não atendiam às especificidades de diferentes públicos, tornando a contratação pouco atrativa.
Especialistas defendem a criação de produtos modulares, com coberturas escalonadas que permitam personalização e valores mais acessíveis para diferentes bolsos. A flexibilização é fundamental para ampliar o acesso e aumentar a penetração do mercado segurador no país.
O Envelhecimento da Frota
No segmento automotivo especificamente, o envelhecimento da frota brasileira contribui significativamente para a baixa taxa de veículos segurados. Carros mais velhos apresentam maior risco e geralmente não são cobertos se tiverem mais de dez anos ou acabam não valendo à pena financeiramente. Entre 2014 e 2023, veículos de 11 a 15 anos aumentaram de 15% para 31,3% da frota.
Em 2023, a idade média dos carros brasileiros era de 11 anos e 1 mês, com 53,1% dos veículos tendo mais de uma década de uso. Essa realidade torna muitos proprietários inelegíveis para seguros tradicionais ou enfrentam prêmios proibitivamente caros.
As Consequências Dessa Realidade
A ausência de cobertura securitária amplia desigualdades e transfere integralmente para o indivíduo e suas famílias a responsabilidade por custos que vão de reabilitação médica a perda de renda em casos de acidentes ou doenças graves. Sem a proteção de um seguro, uma única emergência pode comprometer completamente as finanças familiares por anos.
Agora, se a situação não é fácil com seguro, imagina sem ele?
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